O que é o Etalbond (bond) — compósito de alumínio

Etalbond é uma marca de painel compósito de alumínio, e "bond" é toda a categoria. O sandwich 0,5/3/0,5 mm, núcleos PE, FR e A2, revestimentos e fresagem.

Etalbond não é um material, é uma marca. O material chama-se painel compósito de alumínio, e "bond" é o nome genérico de toda a categoria. Eis o que se esconde por trás do sandwich 0,5 / 3 / 0,5 mm: os núcleos PE, FR e A2, as classes de reação ao fogo, os revestimentos e a regra dos 0,3 mm na fresagem.

Se chegou até aqui depois de ouvir "o painel é de bond" ou "põe lá etalbond", a frase mais útil é aquela que quase ninguém diz no terreno: Etalbond é uma marca comercial, não um material. O material chama-se painel composto de alumínio — em inglês aluminium composite panel (ACP) ou aluminium composite material (ACM). Etalbond® é a marca sob a qual é fabricado pela grega Elval Colour, com fábrica em Sto. Thoma, região de Viotia. Do mesmo modo, Alucobond® e Dibond® são marcas da 3A Composites, Reynobond® é da Arconic, e Alpolic® — da Mitsubishi.

No setor búlgaro, a palavra "bond" há muito se separou de qualquer marca e passou a designar toda a categoria — tal como "jipe" designa qualquer todo-o-terreno. É prático na conversa e perigoso na encomenda: dois painéis, ambos chamados "bond", podem ter núcleos diferentes, faces de espessuras diferentes e um comportamento ao fogo completamente distinto. Este artigo percorre o material tal como ele é — para que possa pedir algo concreto, e não apenas "bond".

Em resumo: o composto de alumínio é um sanduíche de duas chapas de alumínio de 0,5 mm, coladas a um núcleo plástico ou mineral, normalmente de 3 mm — 4 mm no total. Etalbond, Alucobond, Dibond e Reynobond são marcas do mesmo tipo de material. A única coisa que deve perguntar antes de tudo o resto é qual é o núcleo.

O sanduíche 0,5 / 3 / 0,5 mm

O painel padrão é de 4 mm: duas chapas de alumínio de 0,5 mm sobre um núcleo de 3 mm; existem também versões de 3 mm (0,5 / 2 / 0,5) e de 6 mm (0,5 / 5 / 0,5).

Porquê um sanduíche? Porque a rigidez de uma placa cresce aproximadamente com o cubo da sua espessura: ao afastar as duas superfícies resistentes uma da outra sem aumentar o peso, ganha-se de forma desproporcionalmente elevada. As chapas exteriores absorvem a tração e a compressão, o núcleo mantém-nas separadas e impede que deslizem entre si — o princípio da viga em duplo T. O interessante é que o fabricante publica o resultado em números.

A ficha técnica do etalbond-FR mostra isto diretamente: a rigidez (E·J) é de 111 Nm²/m a 3 mm, 206 a 4 mm e 531 a 6 mm.

Liga EN AW-3105 no estado H44, revestimento aplicado sobre a bobina (coil coating). O canal em V é fresado pelo verso e atrás da face ficam ≈0,3 mm de núcleo.
Liga EN AW-3105 no estado H44, revestimento aplicado sobre a bobina (coil coating). O canal em V é fresado pelo verso e atrás da face ficam ≈0,3 mm de núcleo.

Agora, a comparação que importa. O etalbond-FR de 4 mm pesa 7,4 kg/m² (3 mm — 5,8; 6 mm — 10,5). Para a versão A2, os próprios documentos da Elval não coincidem: uma ficha de distribuidor indica 7,9 kg/m² a 4 mm e 11,4 a 6 mm, enquanto a brochura e outra ficha indicam 7,3–7,4 a 4 mm. A partir daqui, o cálculo é nosso, não uma linha da ficha técnica. Uma chapa de alumínio maciço com o mesmo peso teria cerca de 2,7 mm de espessura, já que a densidade do alumínio ronda os 2,7 g/cm³. Calculada pela fórmula clássica para placas (E·J = E · b·t³/12) e com o mesmo módulo de elasticidade (70 000 N/mm²), dá aproximadamente 120 Nm²/m contra os 206 declarados para o composto — ou seja, com o mesmo peso, o sanduíche sai cerca de 1,7 vezes mais rígido.

O inverso também é verdadeiro e resulta do mesmo cálculo: com a mesma espessura, a chapa maciça é mais rígida — 4 mm de alumínio dão cerca de 373 Nm²/m — mas pesa perto de 10,8 kg/m², cerca de 46% mais. Numa porta, esse peso fica pendurado nas dobradiças; numa fachada, na subestrutura. Por isso, o composto não é o substituto mais barato do metal, mas sim a forma mais correta de colocar uma face metálica sobre uma grande superfície plana.

E há um terceiro efeito que não se vê nas tabelas: a planeza. O núcleo colado de forma contínua não permite que a face "empene" — por isso as grandes superfícies lisas de fachada são feitas em composto, e não em chapa.

Como se fabrica: primeiro a pintura, depois o sanduíche

A ordem das operações explica quase tudo sobre a qualidade. Primeiro vem a bobina de alumínio. A liga padrão para as faces do etalbond é a EN AW-3105 segundo a EN 573-3, no estado H44 (lacada) segundo a EN 1396 — uma liga de alumínio-manganês, não a mais resistente, mas com excelente conformabilidade, exatamente o que se pretende de um material que vai dobrar-se ao longo de um canal fresado. Valores declarados: módulo de elasticidade 70 000 N/mm², resistência à tração ≥150 N/mm², tensão de cedência Rp0,2 ≥120 N/mm², alongamento A50 ≥3%.

Em segundo lugar vem a pintura — sobre a bobina, não sobre o painel já pronto. O processo chama-se coil coating: a bobina desenrola-se, passa por desengorduramento e passivação, depois por rolos de primário e camada de acabamento, depois por um forno, e volta a enrolar-se. Por isso o composto de fachada não descolora em manchas — o revestimento é aplicado com micra controlada e curado a uma temperatura impossível de atingir num painel já montado. O verso recebe apenas um primário de proteção.

Em terceiro lugar vem a laminagem: as chapas lacadas e o núcleo unem-se de forma contínua, sob calor e pressão, através de um filme adesivo. A resistência é mensurável — na avaliação técnica europeia ETA 14/0145, o etalbond declara uma resistência ao descolamento segundo a ASTM D1781 ≥167 Nm/m face ao mínimo geral do setor de 100 Nm/m, o mesmo valor indicado pela Reynobond e pela Alpolic. Uma ligação fraca delamina-se, e isso vê-se como uma bolha na aresta ao fim de alguns verões.

A conclusão prática: a cor do bond não é tinta — faz parte da bobina e não pode ser "corrigida" no local com um spray.

O núcleo: PE, FR e A2

Aqui decide-se tudo o que vai além da aparência.

  • PE — polietileno puro, normalmente LDPE com densidade de cerca de 0,93–0,96 g/cm³. É o mais barato, o mais leve e o mais fácil de fresar e dobrar. Segundo a EN 13501-1, o etalbond com núcleo em PE classifica-se como classe E.
  • FR — polímero com carga mineral. O polietileno é diluído com uma carga mineral (geralmente hidróxido de alumínio) que, ao aquecer, liberta água e retarda a combustão. O etalbond-FR está classificado como B-s1,d0.
  • A2 — núcleo com mais de 90% de carga mineral e uma quantidade mínima de polímero ligante. O etalbond A2 é declarado como A2-s1,d0 na documentação do fabricante; uma ficha técnica de distribuidor indica A2-s1,d1. A diferença está no comportamento das gotas em combustão e é exatamente por isso que deve exigir a declaração da partida concreta, e não uma afirmação genérica.
PE arde: a classe E comprova-se apenas com o pequeno teste EN ISO 11925-2. A classe B exige também o teste SBI EN 13823, e a A2 exige um teste de não combustibilidade EN ISO 1182 ou ≤3,0 MJ/kg segundo a EN ISO 1716.
PE arde: a classe E comprova-se apenas com o pequeno teste EN ISO 11925-2. A classe B exige também o teste SBI EN 13823, e a A2 exige um teste de não combustibilidade EN ISO 1182 ou ≤3,0 MJ/kg segundo a EN ISO 1716.

O que significam as letras na prática? A EN 13501-1 não é um único teste, mas um sistema com vários.

  • Classe E comprova-se apenas com o pequeno teste de inflamabilidade EN ISO 11925-2: a chama não pode ultrapassar 150 mm em 20 segundos. Um patamar baixo — um material de classe E arde, simplesmente não se inflama instantaneamente.
  • Classe B exige também o teste SBI (EN 13823, objeto único em combustão): taxa de crescimento do incêndio FIGRA ≤120 W/s, calor total libertado ≤7,5 MJ em 600 s e propagação lateral que não atinge a extremidade do provete. É uma restrição séria, mas o material continua combustível.
  • Classe A2 exige os mesmos limites SBI que a classe B mais um teste de não combustibilidade (EN ISO 1182) ou a medição do calor de combustão (EN ISO 1716) com um limite ≤3,0 MJ/kg. A diferença entre B e A2 não está em números SBI mais rigorosos, mas neste teste adicional — o limiar a partir do qual o material deixa de ser uma fonte significativa de combustível.
  • s1 refere-se ao fumo: crescimento ≤30 m²/s² e total ≤50 m² em 600 s. d0 — nenhuma gota em combustão durante 600 s; d1 — nenhuma gota arde durante mais de 10 segundos.

E algo que muitas vezes se ignora: FR não significa incombustível. A classe B corresponde a "contribuição limitada para o incêndio", não a "não arde".

Por que o núcleo se tornou uma questão de vida ou morte

Até 2017, a escolha do núcleo era encarada por muitos como uma questão de orçamento. O incêndio na Grenfell Tower, em Londres, em junho de 2017, no qual morreram 72 pessoas, mudou isso definitivamente. A investigação concluiu que os painéis compostos com núcleo em polietileno na fachada foram a principal causa da propagação do fogo: o polietileno funde, escorre em chamas para baixo e incendeia zonas mais baixas do edifício — um mecanismo que explica tanto a propagação horizontal como a descendente.

Existe ainda um segundo fator, puramente geométrico: a fachada ventilada tem uma câmara de ar atrás dos painéis — útil contra a humidade, perigosa em caso de incêndio, porque funciona como uma chaminé. Um material combustível com tiragem atrás de si arde muito mais depressa do que o mesmo material num ensaio de laboratório.

A conclusão não é "o bond é perigoso", mas sim que o mesmo material é razoável num sítio e inadmissível noutro. Um núcleo em PE numa placa interior ou num painel de porta de entrada com dois metros quadrados de área é uma solução de engenharia normal; o mesmo núcleo numa fachada de vinte andares não é. Na Bulgária, as classes decorrem da Naredba n.º Iz-1971 do Ministério do Interior e do Ministério do Desenvolvimento Regional, com a última alteração em 2025, e o artigo 330.º é categórico: acima de 25 m de altura habitável, tanto o isolamento como o revestimento exterior têm de ser, no mínimo, de classe A2. O PE e o FR nem sequer entram nessa conversa.

A regra prática para quem compra: exija a Declaração de Desempenho (DoP) com a classe segundo a EN 13501-1 expressa por escrito — uma letra, depois s, depois d, por exemplo B-s1,d0 — e não um simples "isto é anti-incêndio" dito verbalmente. Se não houver papel com esse registo, não comprou aquilo que pensa ter comprado.

O revestimento: PVDF, FEVE e poliéster

A segunda variável que decide o aspeto do painel dentro de dez anos é o revestimento — a ficha técnica indica três níveis:

  • PVDF-3 / FEVE-3 — sistema de três camadas, 33 μm segundo a ficha técnica, consoante o tom. Para projetos específicos especificam-se também sistemas mais espessos — por exemplo, 43 μm nominais com um mínimo de 38 μm. As tolerâncias seguem a EN 1396.
  • PVDF-2 / FEVE-2 — de duas camadas, valor de referência 30 μm.
  • VHDPE — valor de referência 25 μm. Esta é a classe em poliéster.
As tolerâncias da espessura do revestimento seguem a EN 1396 em ambos os sistemas. A diferença não está nas micra, mas na resistência da ligação carbono-flúor aos raios UV.
As tolerâncias da espessura do revestimento seguem a EN 1396 em ambos os sistemas. A diferença não está nas micra, mas na resistência da ligação carbono-flúor aos raios UV.

O PVDF é o polifluoreto de vinilideno; os sistemas arquitetónicos deste tipo contêm 70–80% de resina fluoropolimérica na camada superior — 70% é a base clássica, e a Elval promove 80% nos seus sistemas. A razão para essa exigência é química: a ligação carbono-flúor é uma das mais fortes da química orgânica, e a luz ultravioleta não a quebra facilmente. Os sistemas em poliéster degradam-se mais depressa sob a ação dos UV — a superfície esfarela e a cor desbota.

A diferença está quantitativamente definida nas especificações americanas AAMA, a referência mais citada: a AAMA 2605 exige 10 anos de exposição no Sul da Flórida com variação de cor ≤5 ΔE, classificação de esfarelamento ≥8 e retenção de brilho ≥50%. A AAMA 2604 exige o mesmo ao fim de 5 anos, e a AAMA 2603 ao fim de 1 ano. A ficha técnica do etalbond indica expressamente que os sistemas PVDF cumprem a AAMA 2605.

Traduzido para o cliente: poliéster serve para interiores e sinalética; PVDF serve para tudo o que fica exposto ao sol.

Processamento: fresagem, dobragem, rebites

Fresagem do canal em V. O canal é fresado pelo verso — através da chapa de trás e de quase todo o núcleo, de modo a que atrás da chapa da face fiquem cerca de 0,3 mm. Esses 0,3 mm permitem que o painel se dobre à mão, de forma limpa e em linha reta, sem quinadora, mantendo a face contínua. A precisão em profundidade num CNC ronda os ±0,05 mm — com um remanescente de 0,3 mm, isto não é um luxo, é uma condição.

A forma do canal determina o ângulo: 90° para dobras até 90°, 135° para dobras até 135°, canal retangular para 180°. O raio externo resulta da forma e da profundidade — assim, uma partida inteira sai com arestas idênticas.

Dobragem sem fresagem. O composto também pode ser dobrado da forma convencional — em calandra ou quinadora. A regra do raio interno mínimo é da marca, não do material: o etalbond indica r = 15 × t (60 mm a 4 mm), enquanto o Alucobond PLUS indica r = 10 × t (40 mm). O número lê-se na ficha do painel concreto. O efeito de retorno elástico é ligeiramente maior do que numa chapa comum, pelo que, em trabalho de série, se faz sempre um teste prévio.

Rebitagem. Para condições exteriores usam-se rebites pop de alumínio com mandril inoxidável — com um mandril de aço comum, obtêm-se pontos de ferrugem na fachada logo após o primeiro inverno. Dimensão típica: mandril Ø5 mm com cabeça Ø11 mm. Três regras determinam a durabilidade:

  1. O furo faz-se maior do que o rebite, para deixar espaço ao movimento térmico. Um rebite apertado num furo apertado significa um painel empenado em agosto.
  2. A cabeça cobre pelo menos 1 mm à volta do furo, para que a folga não fique à vista.
  3. A fixação deve deixar cerca de 0,3 mm de jogo — caso contrário, o rebite prende o painel exatamente onde ele precisava de se mover.

Se está a ler isto como cliente, e não como instalador, de toda esta secção precisa de reter apenas uma frase: os pontos de ferrugem à volta dos rebites e as ondulações num painel que devia estar liso quase nunca são um defeito do material — são um defeito da fixação.

Colagem. Nos sistemas de caixilharia em cassete, o verso é colado a perfis de alumínio com adesivo estrutural ou fita de dupla face — a face fica sem rebites visíveis, mas o adesivo tem de ser compatível quer com o revestimento, quer com o primário do verso.

Corte. Discos de metal duro com dente trapezoidal, alta velocidade, avanço moderado; a estampagem deforma a aresta. O importante é que a aresta cortada expõe o núcleo — por isso um trabalho de qualidade termina sempre com uma bainha dobrada, e não com um corte nu. Como isto se traduz num painel de porta de entrada está explicado no artigo sobre bond e inox como materiais de face.

Dilatação, temperaturas e tolerâncias

O alumínio dilata, e em grandes superfícies isso não é um pormenor menor. A ficha indica a dilatação linear de forma prática: 2,4 mm por metro para uma diferença de 100 °C, ou seja, 2,4 × 10⁻⁵ 1/K. A avaliação técnica europeia declara, para a própria liga, 23 × 10⁻⁶ 1/K — ligeiramente inferior para o metal nu do que para o painel montado.

Uma diferença de cem graus não é hipotética: uma fachada sul escura em agosto atinge +70…+80 °C, e em janeiro −15…−20 °C. Num painel de 3 m, isso equivale a cerca de 7 mm de movimento — e qualquer fixação que não deixe espaço para isso transforma-se em empeno ou num rebite partido.

A gama de trabalho na ficha do etalbond-FR é de −20 °C a +80 °C, e na ficha do A2 é de −50 °C a +80 °C. Os valores provêm de edições diferentes; para o nosso clima, o que importa é o limite superior, e esse é comum a ambos.

As tolerâncias geométricas também estão publicadas e resolvem discussões: espessura ±0,2 mm, largura e comprimento até 4000 mm −0 / +4 mm, diferença entre diagonais até 3 mm. A folha padrão tem 1250 ou 1500 mm de largura e 3200 mm de comprimento.

A folha padrão tem 1250 ou 1500 mm de largura e 3200 mm de comprimento. Passar de 4 para 6 mm aumenta a rigidez em mais do dobro e meio.
A folha padrão tem 1250 ou 1500 mm de largura e 3200 mm de comprimento. Passar de 4 para 6 mm aumenta a rigidez em mais do dobro e meio.

E uma regra de aceitação registada literalmente na ficha: mossas, marcas e manchas são aceitáveis se não forem visíveis a partir de ≥2 m e num ângulo de 90°. Este é o critério oficial — não "não pode haver absolutamente nada".

Onde se usa o bond além das portas

  • Fachadas ventiladas e cassetes rainscreen. A principal aplicação em volume: o painel é fresado e dobrado numa caixa que se fixa por gancho ou rebite a uma subestrutura de alumínio, com câmara de ar ventilada e isolamento térmico por trás. Apenas núcleos FR e A2.
  • Publicidade e sinalética. Placas, totens, frisos — mantém-se plano, não enferruja, aceita impressão direta e vinil. Aqui, o núcleo em PE é a escolha normal.
  • Revestimento interior. Átrios de elevadores, tetos, corredores hospitalares e de aeroportos — superfície não porosa, fácil de limpar.
  • Transportes. Paredes de reboques e autocarros, caravanas, carroçarias frigoríficas.
  • Painéis decorativos para portas de entrada. Aqui o painel é a face aplicada sobre um núcleo isolante, e não uma estrutura autónoma — veja o guia de escolha do painel e a descrição dos materiais.

Erros e ideias erradas frequentes

  • "O bond é alumínio maciço." Vê apenas 0,5 mm dos 4 mm totais — e é exatamente por isso que o painel é liso e leve.
  • "O bond isola." Não isola. A liga 3105 das faces conduz calor a cerca de 170 W/(m·K) — o alumínio puro chega aos 237 — e o núcleo é fino. O isolamento térmico vem do que está por trás da face — por exemplo, XPS com λ ≈ 0,033–0,035 W/(m·K). A lógica está explicada no artigo sobre o núcleo e a espessura do painel.
  • "FR significa incombustível." Não significa. B-s1,d0 é um material combustível com contribuição limitada para o incêndio. Incombustível, no sentido prático, é o A2.
  • "Todos os bonds são iguais." A forma mais comum de poupar num bond é reduzir a espessura das faces — em vez de 0,5 mm, usam-se 0,20–0,30 mm. No catálogo, o painel parece o mesmo, mas pesa muito menos: um composto de 4 mm com faces de 0,20–0,30 mm e núcleo em PE pesa cerca de 4,6–4,8 kg/m² face aos 5,5 kg/m² do etalbond com núcleo em PE e aos 7,4 kg/m² do etalbond-FR. Um painel suspeitosamente leve significa faces finas — e com elas caem tanto a rigidez como a resistência a mossas.
  • Fresagem "a olho". A profundidade do canal em V é o parâmetro em que 0,1 mm separa uma aresta limpa de uma peça defeituosa.
  • Mistura de partidas. Os tons metalizados e perolados têm um sentido de aplicação — painéis de bobinas diferentes ou virados 180° dão um tom diferente. Uma fachada, uma partida, uma orientação.

Como ler a ficha técnica em cinco linhas

  1. Espessura da face e peso por m². 0,5 mm e ≈7,4 kg/m² a 4 mm é a classe arquitetónica; mais leve significa faces mais finas.
  2. Núcleo e classe segundo a EN 13501-1. PE (E), FR (B-s1,d0) ou A2 (A2-s1,d0) — por escrito, na DoP.
  3. Revestimento e micra. PVDF/FEVE 30–33 μm face a poliéster ≈25 μm; verifique se há referência à EN 1396 e à AAMA 2605.
  4. Liga e estado. EN AW-3105, H44 (lacada) — este é o padrão para compostos de fachada.
  5. Dilatação, temperaturas, tolerâncias. 2,4 mm/m a 100 °C, até +80 °C, ±0,2 mm de espessura, diagonal até 3 mm — estes números determinam a fixação.

As tabelas em parâmetros técnicos dos materiais apresentam os valores do bond lado a lado com os das outras faces. Se já sabe o que quer, descreva-o num pedido de orçamento — os painéis são fabricados por encomenda na Bulgária — ou consulte o catálogo.

Uma frase para reter: "bond" descreve a construção, não a qualidade. A construção é sempre a mesma — 0,5 / 3 / 0,5 mm. A qualidade está em três linhas da ficha técnica: espessura das faces, tipo de núcleo e classe segundo a EN 13501-1, tipo e espessura do revestimento.